Category Archives: Santo Agostinho

Levante-se em seu coração: acredite e confesse!

“Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá; quem vive e acredita em mim, não morre para sempre”.

(Jo 11:25)

 

Os Sermões de Santo Agostinho

A palavra “sermão”, hoje, tem já como segundo significado: “arrazoado longo e enfadonho com que se procura convencer alguém”1. Nosso tempo, mais voltado para o visual, para os “efeitos especiais”, para o imediatismo; pouco dado ao ouvir e à reflexão, mal pode imaginar o que representariam para a educação do povo os sermões de pregadores geniais como Santo Agostinho

40 frases de Santo Agostinho para viver a Quaresma

 

 

 

 

 

Grande é a misericórdia do Senhor.

Com a ajuda misericordiosa do Senhor nosso Deus enfrentaremos, as tentações do século, os perigos do diabo, a opressão do mundo, as atrações da carne, as ondas desses tempos turbulentos e qualquer adversidade do corpo e do espírito que devem ser vencidas com esmolas, jejuns e orações. O cristão deve ser fervoroso nessas coisas ao longo de sua vida, mas sobretudo na aproximação da festa da Páscoa que, com seu retorno anual, ilumina nossos corações e renova em nós a memória salutar de nosso Senhor, o unigênito Filho de Deus que Ele nos deu misericórdia, jejuou e orou por nós. “Esmola” é de fato uma palavra grega que significa “misericórdia”.

Quaresma 2

Aqueles que pertencem a Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências. O cristão deve pendurar continuamente nesta cruz, por toda a extensão desta vida terrena, que passa por tentações. Nesta vida, não há tempo para remover as unhas das quais o Salmo fala: Com o seu medo, você fura minha carne com unhas 

O significado da Quaresma

Ao iniciamos a observância da Quaresma, que, mais uma vez, é apresentada com a solenidade habitual. É meu dever dirigir-vos uma exortação igualmente solene, para que a palavra de Deus, servida por nosso ministério, nutra o coração daqueles que estão indo jejuar fisicamente. Deste modo, o homem interior, revigorado pelo alimento que lhe é próprio, será capaz de levar a cabo e manter com força a mortificação do exterior. Cabe à nossa devoção que aqueles de nós que vão celebrar a Paixão, já próxima, do Senhor crucificado, façamos também uma cruz que consiste em refrear os prazeres da carne, segundo as palavras do Apóstolo: Aqueles que são de Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências [1].

Quaresma

Do sermão 206 de Santo Agostinho:

«Voltou o tempo  da Quaresma, no qual tenho a obrigação de vos dirigir uma exortação, porque tendes o dever de oferecer a Deus obras que estejam de acordo com estes dias do calendário. Tais obras, porém, não são úteis para o Senhor, mas para vós. Também nas outras épocas do ano o cristão se deve entregar com ardor à oração, ao jejum e a esmola; mas esta solenidade deve estimular inclusive aqueles que habitualmente são preguiçosos; e aqueles que já se entregam com esmero a tais ocupações devem realizá-las ainda com maior intensidade… A repetição anual da solenidade equivale a uma repetição do que Cristo Senhor sofreu por nós na sua única morte. O que teve lugar uma só vez na história para a renovação da nossa vida, celebra-se todos os anos para perpetuar a sua memória… Depois dos dias do nosso abatimento, chegará o tempo da nossa exaltação, não ainda no repouso da visão, mas na satisfação de o contemplar nas celebrações que o simbolizam…» (Antologia Litúrgica, 3774)

O coração do justo exultará no Senhor

“O justo alegra-se no Senhor e nele espera; e gloriam-se todos os retos de coração (Sl 63,11). Acabamos de cantá-lo com a voz e com o coração. A consciência e a língua cristãs dizem estas palavras a Deus: Alegra-se o justo, não com o mundo, mas no Senhor.

A luz nasceu para o justo, diz outro lugar, e a alegria, para os retos de coração (Sl 96,11).

Indagas donde vem a alegria. Escutas: Alegra-se o justo no Senhor, e noutro passo: Põe tuas delícias no Senhor e ele atenderá aos pedidos de teu coração (Sl 36,4).

JOÃO É A VOZ; CRISTO, A PALAVRA

“João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra [cf. João 1,1]. João era a voz passageira; Cristo, a Palavra eterna desde o princípio.

 

 

 

 

 

A paz segundo Santo Agostinho

Neste 1º de janeiro celebramos a solenidade de N.Senhora Mãe de Deus e também temos o dia Mundial da Paz, portanto publicamos este artigo em que exprime o que Santo Agostinho pensa sobre a Paz

“A paz de todas as coisas é a tranquilidade da ordem” – Santo Agostinho, em ‘A Cidade de Deus’ (De civitate Dei), Livro XIX, Cap. 13, I.