As Sete Dores de Nossa Senhora

1 – A profecia de S. Simeão

2 – A fuga para o Egito

3 – Jesus é perdido no Templo

4 – Maria encontra-se com Jesus a caminho do Calvário

5 – A crucificarão e morte de Jesus

6 = O lado de Jesus é trespassado, e Ele é descido da cruz

7 – Jesus é sepultado.

Graças e promessas ligadas à prática desta devoção em honra das Dores da Santíssima Virgem Maria:

Segundo Santo Afonso de Ligório (As Glórias de Maria), foi revelado a Santa Isabel que, a pedido de Nossa Senhora, Nosso Senhor prometeu quatro graças principais para os devotos das Suas Dores:

  1. Todos os que, à hora da morte, invocarem a Divina Mãe em nome das Suas Dores, obterão um verdadeiro arrependimento dos seus pecados;
  2. Ele protegerá todos os que tiverem esta devoção nas suas tribulações, e protegê-lo-á especialmente à hora da morte;
  3. Gravará nas suas mentes a lembrança da Sua Paixão;

 

 

A Coroa (Pequeno Rosário) das Sete Dores

A coroa pode ser rezada tomando uma dor por dia durante uma semana, ou rezando todo a coroa de uma só vez (ou num só dia). Quando toda a coroa é rezada de uma só vez, o Ato de Contrição e as orações introdutórias (“Meu Deus, vinde em minha ajuda”, etc.) só se dizem uma única vez, no início da coroa.

Incluído na coroa, a seguir, é uma breve introdução de cada dor para meditação enquanto se reza a coroa. Estas meditações são extractos de As Glórias de Maria, de Santo Afonso de Ligório.

Ato de Contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém

SEGUNDA-FEIRA

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai…

A Primeira Dor de Maria

A profecia de S. Simeão

No Templo, S. Simeão recebeu o Menino Divino nos seus braços e profetizou que aquele Menino seria um sinal (de Deus) que os homens haviam de contradizer. “Eis que este Menino será… como um sinal que será contradito. E uma espada trespassará a Tua alma” (Lc. 2:34-35).

Meditação

A Santíssima Virgem disse a Santa Matilde que, quando S. Simeão pronunciou estas palavras, “toda a Sua alegria transformou-se em dor.” Porque, como foi revelado a Santa Teresa, embora a Mãe Santíssima já soubesse que a vida do Seu Filho iria ser sacrificada pela salvação do mundo, soube então mais claramente e em mais pormenor que sofrimentos e que morte cruel O esperavam. Soube que seria perseguido e atacado de todas as maneiras.

Seria atacado pelos Seus ensinamentos: em vez de acreditarem n’Ele, chamaram-Lhe blasfemo, por afirmar ser o Filho de Deus. Caifás, o indigno, viria a dizer: “Blasfemou… é réu de morte” (Mt. 26:65-66). A Sua reputação seria atacada: porque embora fosse de ascendência nobre, e mesmo real, foi desprezado como um vilão: “Não é este o filho do carpinteiro?” (Mt. 13:55). “Não é ele o carpinteiro, filho de Maria?” (Mc. 6:3). Ele, que era a própria Sabedoria, foi tratado como ignorante: “Como é que este homem sabe as letras, se nunca aprendeu?” (Jn. 7:15). Como um falso profeta: “E eles vendaram-No, e davam-Lhe pancadas na face… dizendo: Profetiza, quem é que Te bateu?” (Lc. 22:64). Foi tratado como um louco: “Ele é louco; porque o ouvis?” (Jn. 10:20). Como beberrão, glutão e amigo de pecadores: “Eis um homem que é glutão, e bebedor de vinho, e amigo de publicanos e pecadores” (Lc. 7:34). Como feiticeiro: “É pelo poder do príncipe dos demónios que expulsa demónios” (Mt. 9:34). Como herege e possesso de um espírito mau:

“Não dizemos bem que Tu és um samaritano, e tens um demónio?” (Jn. 8:48). Em resumo, Jesus foi considerado tão notoriamente perverso que, como os judeus disseram a Pilatos, não era preciso um julgamento para O condenar: “Se não fosse um malfeitor, não to teríamos entregue” (Jn. 18:30).

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus.

TERÇA-FEIRA

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai …

A Segunda Dor de Maria

A fuga de Jesus para o Egito

“Consideremos agora a segunda espada de dores que feriu Maria, a fuga do Seu Menino Jesus para o Egito para escapar à perseguição de Herodes.”

Meditação

Tendo ouvido dizer que o Messias há tanto esperado tinha nascido, Herodes teve receio de que Ele lhe tirasse o reino. Herodes esperou para saber dos santos Magos onde tinha nascido o jovem Rei, e planeou tirar-Lhe a vida. Ao saber que tinha sido enganado, deu ordens para que todos os bebés na vizinhança de Belém fossem mortos. Foi nesta altura que o anjo apareceu em sonhos a S. José, e disse-lhe: “Levanta-te, e leva o Menino e a Sua Mãe, e foge para o Egito” (Mt. 2:13). Mal Jesus tinha nascido e já era perseguido. Maria deu-se conta de que a profecia de Simeão sobre o Seu Filho tinha começado a realizar-se.

Que angústia deve ter causado a Maria ter compreendido que o exílio estava iminente! É fácil imaginar que Maria deve ter sofrido durante a viagem. A distância até ao Egito era considerável: cerca de quinhentos quilómetros, o que representava uma viagem de mais ou menos trinta dias. O caminho era difícil, desconhecido e pouco frequentado. Estava-se no Inverno, e por isso teriam que avançar com neve, chuva e vento por estradas primitivas e sujas. Onde poderiam ter dormido numa viagem destas, especialmente ao atravessar mais de trezentos quilómetros de deserto? Viveram sete anos no Egito. Eram estrangeiros — desconhecidos, sem dinheiro, e mal podiam sustentar-se com o trabalho das suas mãos.

Landolfo da Saxónia escreveu (e que isto seja uma consolação para os pobres) que Maria viveu lá numa tal pobreza que havia alturas em que nem tinha uma côdea de pão para dar ao Seu Filho quando Ele tinha fome. Pensar que Jesus e Maria viajaram como fugitivos por uma terra estranha ensina-nos que devemos também viver como peregrinos neste mundo, livres das coisas materiais que o mundo oferece, e que depressa teremos que deixar para entrar na eternidade. Também nos ensina a abraçar as cruzes, porque não podemos viver neste mundo sem elas. Façamos Maria feliz, dando as boas-vindas nos nossos corações ao Seu Filho, que os homens ainda continuam a perseguir devido aos pecados que cometem.

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

QUARTA-FEIRA

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai …

A Terceira Dor de Maria

Jesus é perdido no Templo

A terceira dor foi uma das maiores que Maria teve que suportar na sua vida: a perda do Seu Filho no Templo. Tendo perdido o Seu Filho durante três dias, Ela foi privada da Sua dulcíssima presença.

Meditação

Que ansiedade deve ter sentido esta Mãe de coração amargurado durante estes trêsdias, enquanto procurava o Seu Filho por toda a parte, e perguntava por Ele como fez a Esposa no Cântico dos Cânticos: Viram-no, aquele que a minha alma ama? (Cânt. 3:3). Esta terceira dor de Maria devia servir, em primeiro lugar, de consolação para as almas que estão desoladas e já não se deleitam, como outrora, com a doce presença do Senhor. Podem chorar, mas deviam chorar com confiança, tal como Maria chorou ao perder-se do Seu Filho. Mas quem quiser encontrar Jesus deve procurá-lo, tal como Maria fez, não entre os prazeres e deleites do mundo, mas entre cruzes e mortificações. “Procurámos-Te com aflição,” disse Maria ao Seu Filho. Aprendamos, pois, com Maria, a procurar Jesus. Além disso, não devíamos procurar outro bem na vida do que Jesus. Santo Agostinho disse que Job “perdera o que Deus lhe dera, mas não perdera a Deus.” Se Maria chorou ao perder o Seu Filho durante três dias, como não hão de chorar os pecadores, que perderam a graça santificante! A eles, Deus disse: “Não sois o Meu povo, e Eu não serei vosso” (Os.1:9).

Porque este é o efeito do pecado: separa a alma de Deus. “As vossas iniquidades fizeram uma divisão entre vós e o vosso Deus” (Isa. 59:2). Os pecadores podem ter toda a riqueza do mundo, mas visto terem perdido a Deus, tudo neste mundo se torna uma fonte de aflição para eles, como Salomão confessou: “Eis que tudo é vaidade, e vexação do espírito” (Ecles.1:14).

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

QUINTA-FEIRA

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai …

A Quarta Dor de Maria

Maria encontra-se com Jesus a caminho do Calvário

Quanto mais era o Seu amor por Ele, maior era a Sua dor ao vê-Lo naquele sofrimento, especialmente quando Ela O encontrou na via dolorosa, arrastando a Sua cruz até ao lugar da execução. Esta é a quarta dor em que devemos meditar.

Meditação

“Ó Mãe dolorosa,” exclamou S. João, “O Vosso Filho já foi condenado à morte; já partiu pelo caminho do Calvário, carregando a Sua cruz. Vinde, se desejais vê-Lo e dizer- Lhe adeus, quando Ele passar pelas ruas.” Maria acompanha S. João. Enquanto esperava que o Seu Filho passasse, quanto não terá Ela ouvido os fariseus (e os seus associados) dizer contra o seu amado Filho, e talvez mesmo troças contra Ela própria! Que imagem terrível, ver passar os cravos, os martelos, as cordas e todos os instrumentos fatais que iriam pôr fim à vida do Seu Filho! Mas agora os instrumentos e os algozes já passaram. Maria levantou os olhos e viu, meu Deus!, um homem novo, coberto da cabeça aos pés de sangue e de feridas, com uma coroa de espinhos na cabeça, a carregar aos ombros dois pesados madeiros. Olhou para Ele, mas mal O reconheceu. As feridas, as contusões e o sangue seco davam-Lhe a aparência de um leproso, de tal modo que não podia ser reconhecido.

Segundo Santa Brígida, Jesus limpou o sangue seco que O impedia de ver Maria. A Mãe e o Filho olharam um para o outro. E os Seus olhares eram como flechas que trespassavam aqueles corações que se amavam tão ternamente. Embora a visão do Seu Filho moribundo lhe custasse uma dor tão amarga, Maria não o deixou. A Mãe também levou a Sua cruz e seguiu-O, para ser crucificada a Seu lado. Lamentemo-La, e acompanhemo-La e ao Seu Filho carregando com paciência a cruz que Nosso Senhor nos impõe.

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

SEXTA-FEIRA

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai

A Quinta Dor de Maria

A crucificarão e morte de Jesus

“Aos pés da cruz de Jesus estava a Sua Mãe” (Jn. 19:25). S. João achou que não era necessário dizer mais do que estas palavras, ao referir-se ao martírio de Maria. Imagine-A agora aos pés da cruz, junto ao Seu Filho moribundo, e pense se haverá alguma dor que se compare à Sua dor. Fique por uns momentos no Calvário e considere a quinta espada que trespassou o coração de Maria — a morte de Jesus

Meditação

Quando o nosso Redentor agonizante chegou ao Monte Calvário, os carrascos despiram-Lhe as Suas vestes e pregaram-No à cruz com pregos que atravessavam as Suas mãos e pés. Ergueram a cruz e deixaram-No para que morresse. Os carrascos deixaram-No, mas não Maria. Ela aproximou-se da cruz para estar junto d’Ele na morte. “Não O deixei,” revelou Ela a Santa Brígida, “mas fiquei mais perto da cruz.” Ah, Mãe verdadeira, Mãe amantíssima, a Quem nem o medo da morte pôde separar do Vosso amado Filho! Mas, ó meu Deus, que espetáculo de sofrimento deve ter confrontado os que puderam ver a agonia de Jesus pregado na cruz, e a Sua Mãe ali, aos pés da cruz, sofrendo com Ele todos os Seus tormentos. Todos os sofrimentos de Jesus eram também os sofrimentos de Maria.

  1. São Jerónimo disse: “Cada tortura infligida ao corpo de Jesus, era uma ferida no coração da Sua Mãe”. “Quem tivesse estado então presente no Monte Calvário, teria visto dois altares em que dois grandes sacrifícios estavam a ser oferecidos: um no corpo de Jesus — o outro no coração de Maria.” (S. João Crisóstomo)

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

SÁBADO

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai …

A Sexta Dor de Maria

O lado de Jesus é trespassado, e Ele é descido da Cruz

Consideremos agora a sexta dor que atingiu o coração da Nossa Santíssima Senhora. Neste dia, serás ferida por mais outra espada de sofrimento. Uma lança cruel trespassará o lado do Vosso Filho morto, e recebê-Lo-eis nos Vossos braços depois de Ele ter sido descido da cruz.

Meditação

Basta dizer a uma mãe que o filho morreu para que cresça no seu coração todo o seu amor pelo filho morto. “Um dos soldados abriu o Seu lado com uma lança, e imediatamente correu sangue e água ” (Jn. 19:34). “Cristo,” disse o devoto Lanspérgio, partilhou esta ferida com a Sua Mãe. Ele recebeu a ferida; a Sua Mãe suportou a dor.” O sofrimento de Maria era tão grande que foi só pela intervenção miraculosa de Deus que Ela não morreu. No passado, sempre que Ela sofria, tinha pelo menos o Seu Filho para a consolar; mas agora não tinha ninguém que a lamentasse. Jesus foi descido da cruz, estando a Mãe aflita de braços estendidos para receber o Seu amado Filho. Ela abraçou-O e depois sentou-se aos pés da cruz. O Seu filho morreu pelos homens, mas os homens continuam ainda a torturá-Lo e a crucificá-Lo com os seus pecados. Resolvamos não voltar a atormentar a nossa Mãe dolorosa. E se A entristecemos no passado pelos nossos pecados, façamos agora o que Ela quer que façamos.

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

DOMINGO

  1. Meu Deus, vinde em minha ajuda.
  2. Senhor, apressai-Vos a auxiliar-me.

Glória ao Pai …

A Sétima Dor de Maria

Jesus é sepultado

Meditemos agora na última espada de sofrimento de Maria. Ela assistiu à morte do Seu Filho na cruz. Abraçou o Seu corpo sem vida pela última vez. E agora tem que O deixar no túmulo.

Meditação

Para compreendermos melhor o significado desta última dor, regressemos ao Calvário e imaginemos ali a nossa Mãe aflita, ainda a segurar o corpo sem vida do Seu filho, depositado nos Seus braços. Os discípulos, receando que Maria morresse de tristeza, aproximaram-se e tomaram dos Seus braços o corpo de Jesus para o sepultarem. Ergueram no com reverência dos Seus braços, rodearam-no de ervas aromáticas e embrulharam-no num sudário que já tinham preparado. A procissão fúnebre parte para o túmulo. A Mãe dolorosa segue o Seu Filho para o lugar do Seu último descanso. Quando chegou a altura de rolar a pedra para tapar a entrada, os discípulos, cheios de tristeza, aproximaram-se da Nossa Santíssima Senhora e disseram-Lhe: “Senhora, chegou a altura de fechar o túmulo.

Perdoa-nos; olhai mais uma vez para o Vosso Filho, e despedi-Vos d’Ele pela última vez.”

Finalmente, rolaram a pedra e fecharam no sepulcro o Corpo sagrado de Jesus, aquele Corpo que é o maior tesouro que alguma vez poderá haver na terra ou no Céu. Maria deixou o coração no túmulo de Jesus, porque Jesus era todo o Seu tesouro: “Porque onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração ” (Lc. 12:34). Depois de Se despedir do Seu Filho pela última vez, foi-se embora e voltou para casa. Maria estava tão desolada e triste que, segundo disse S. Bernardo, Ela “levou muitos a derramar lágrimas.” De fato, por onde Ela passava, quem A via não podia deixar de chorar com Ela. S. Bernardo disse ainda que os santos discípulos e as mulheres que a acompanhavam “lamentavam-se ainda mais por Ela do que pelo seu Senhor.”

Um Pai Nosso … Sete Ave Marias …

Versículo: Minha Mãe! Partilhai comigo a Vossa tristeza, e permiti que Vos faça companhia para lamentar convosco a morte do Vosso Jesus

Salve Rainha

 Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai a Jesus, bendito fruto do Vosso ventre.

Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria, V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Ó Deus, em Cuja Paixão, segundo a profecia de Simeão, uma espada de dor trespassou a dulcíssima alma da gloriosa Virgem e Mãe Maria, concedei-nos que nós, que comemoramos e veneramos as Suas dores, possamos experimentar o efeito abençoado da Vossa Paixão; Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Reze três Ave Marias em honra das lágrimas derramadas por Nossa Senhora nas Suas Dores.

Em 1809, estando cativo de Napoleão Bonaparte, o Papa Pio VII escreveu uma ladainha a Nossa Senhora das Dores. Transcrevemos aqui uma tradução do original em latim.

Ladainha de Nossa Senhora das Sete Dores

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, escutai-nos.

Cristo, ouvi as nossas súplicas.

Deus, Pai do Céu,

Tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo,

Tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo,

Tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, um só Deus,

Tende piedade de nós.

Santa Maria,

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das virgens,

Mãe crucificada,

Mãe dolorosa,

Mãe lacrimosa,

Mãe aflita,

Mãe abandonada,

Mãe desolada,

Mãe privada do Seu Filho,

Mãe trespassada pela espada,

Mãe carregada de desgostos,

Mãe cheia de angústia,

Mãe crucificada no coração,

Mãe tristíssima,

Fonte de lágrimas,

Vaso de sofrimento,

Espelho de paciência,

Rocha de constância,

Âncora de confiança,

Refúgio dos abandonados,

Escudo dos oprimidos,

Subjugadora dos descrentes,

Conforto dos aflitos,

Remédio dos doentes,

Força dos fracos,

Abrigo dos desgraçados,

Acalmadora das tempestades,

Recurso dos desgostosos,

Terror dos traiçoeiros,

Tesouro dos fiéis,

Olho dos Profetas,

Bordão dos Apóstolos,

Coroa dos Mártires,

Luz dos Confessores,

Pérola das Virgens,

Consolação das viúvas,

Alegria de todos os Santos,

*Rogai por nós.

Cordeiro de Deus, Que tirais os pecados do mundo, Poupai-nos, ó Jesus!

Cordeiro de Deus, Que tirais os pecados do mundo, Ouvi as nossas súplicas, ó Jesus!

Cordeiro de Deus, Que tirais os pecados do mundo, Tende piedade de nós, ó Jesus!

Olhai por nós, livrai-nos e salvai-nos de todos os problemas, pelo poder de Jesus Cristo. Amém.

Imprimi, ó Senhora! as Vossas feridas no meu coração, para que eu possa ler nele dor e amor — dor para suportar todas as dores por Vós; amor para desprezar todos os amores pelo Vosso. Amém

 

 

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