Natal

 

 

 

 

 

 

Jesus menino, o Verbo criança, é doutor de humildade. Aprende, pois, ó homem, e vê em que Deus se tornou por ti: aprende este ensinamento de tão grande humildade, mesmo que o Mestre não seja ainda capaz de falar! Tu, outrora no paraíso, dominavas a fala a ponto de impor nome a todos os viventes; e eis que teu Criador, por ti, é incapaz sequer de dizer “Mamãe”. Tu, que te perdeste no amplíssimo jardim de frutos do Paraíso, tropeçando na desobediência; aí O tens, por obediência, como mortal no estreitíssimo estábulo, para resgatar, morrendo, ao que estava morto. Tu, homem, quiseste ser Deus e te perdeste; Ele, Deus, quis fazer-se homem para recuperar o que tinha se perdido. Tanto te oprimia a soberba humana que só a humildade divina podia te levantar (188,3).

Ele (Jesus menino), que contém o mundo, está reclinado num presépio. Ele, o Verbo, criança. Ele, que os céus não abarcam; uma só mulher portou em seu seio, reinando ela sobre nosso Rei.

Nela, Aquele em quem existimos; ela dava o leite para aquele que é pão para nós. Ó manifesta fraqueza e admirável humildade, que escondeu toda a divindade! (184, 3).

Santo Agostinho

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