Oficina de Oração – março e abril

INTRODUÇÃO

Os Exercícios Espirituais Agostinianos de 2018 têm como tema e ícone O DISCÍPULO AMADO: São João, o autor do 4º Evangelho, “o discípulo a quem Jesus amava”. Serão apresentadas cinco reflexões extraídas do seu Evangelho:

1.”Mestre, onde moras”. A vocação do discípulo

2.”Reclinado sobre o peito de Jesus”. A intimidade com o Mestre

3.”Eis ai a tua Mãe”. A prova, a solidão e a dor

4.”Foram ao sepulcro”. Uma corrida de esperança e

5.”É o Senhor”. Reconhecer o Ressuscitado

 

A IDENTIDADE DO DISCÍPULO AMADO

O misterioso “discípulo que Jesus amava” entra em cena no 4º Evangelho, só ao final, quando se estava por cumprir a “Hora” de Cristo, isto é, a sua Paixão e Morte. Trata-se da figura do Apóstolo João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago.

Mas há uma dificuldade desse “discípulo amado”, chamado também “o outro discípulo” (com respeito a Pedro). Diz-se que “era conhecido do sumo sacerdote”. Como era possível isso quando se tratava de um pescador da Galileia?

Para alguns, seria uma figura ideal, a encarnação do verdadeiro discípulo de Jesus; para outros, seria alguém estranho ao círculo dos apóstolos, um cristão de Jerusalém, ligado à comunidade judaica de Qumran, no Mar Morto.

 

QUEM É O DISCÍPULO AMADO?

Através do Evangelho podemos constatar que se trata de São João, ao parecer o mais moço dos apóstolos, que escreveu o Evangelho. E quando fala de si próprio não usa o pronome “eu”, ao parecer, por educação e humildade. Ele é testemunha ocular das vicissitudes de Jesus, com o qual teve um diálogo profundo e íntimo (13,23-25); também teve uma situação de prestígio junto a Pedro, e foi partícipe de modo direto, dos últimos dias de Jesus, subindo com Maria ao cume do Gólgota e experimentando, pessoalmente, o descobrimento do sepulcro vazio. “O outro discípulo”, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu” (20,8). São significativos os dois verbos que definem a autêntica natureza do testemunho cristão do “ver” para crer e “crer” para ver. O ver nos leva a crer, assim como o conhecer nos leva a mar. É necessário ver com os olhos “da fé”, para depois acreditar e crer

 

DISCÍPULO DE JOÃO BATISTA?

Tal vez esse discípulo “amado”, “o outro” tenha sido seguidor de João Batista, comose relata em 1, 35-40: “João se achava lá de novo, com dois de seus discípulos.

Fixando o olhar sobre Jesus que passava, disse: Eis o cordeiro de Deus! Os dois discípulos ouviram Jesus falar e seguiram-no… André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido a declaração de João e seguido Jesus”. O outro discípulo “inominado” que se encaminha com Jesus, poderia ser o próprio apóstolo João. É curioso que o 4º Evangelho marque, em repetidas ocasiões, que o Batista “não era a luz, mas quem devia dar testemunho da luz” {1,8). Ainda João disse de João Batista: “João não fez nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade” (10,41)

 “O DISCÍPULO A QUEM JESUS AMAVA ...

A frase bíblica é usada diversas vezes no Evangelho de João, mas em nenhum dos outros evangelistas, aparece. Talvez, mais importante do que saber o nome do “discípulo amado”, seja conhecer o seu significado, e o que representa. Vamos rever as passagens evangélicas em que ele entra em cena:

 

Primeira cena. Durante a Última Ceia, Jesus começa a falar da traição de Judas. Os discípulos que estão sentados com ele não entendem bem do que se trata. Como o “discípulo amado” estava sentado junto a Jesus, Pedro lhe fez sinal para que lhe perguntasse de quem estava falando. O “discípulo amado” se reclina sobre o peito de Jesus e lhe pergunta: Quem é? E recebe a resposta de Jesus {Jo.13,26). As expressões “reclinar sobre o peito” e “estar no seio de … ” usam-se muito apropriadamente, para indicar que se goza da familiaridade de alguém.

 

Segunda cena. O “discípulo amado” aparece junto à cruz em que está pregado Jesus. Também aí se encontra a Mãe de Jesus e o discípulo a recebe como a própria mãe (Jo.19,25-27). Um discípulo amado por Jesus seria quem se mantém junto ao crucificado e quem recebe Maria, como sua própria mãe, e cuidará dela até o fim de seus dias.

 

Terceira cena. No Domingo de Páscoa, o “discípulo amado” e Pedro recebem a mensagem de Maria Madalena, de que o sepulcro onde sepultaram Jesus está vazio. Ambos correm ao sepulcro. O “discípulo amado” chega primeiro, porque era mais jovem, mas espera por Pedro antes de entrar. Ao ingressar no túmulo, eles veem as faixas no chão e o sudário que cobriu a cabeça de Jesus, não junto as faixas, mas dobrado num lugar à parte. O “discípulo amado” viu e creu. Um discípulo amado por Jesus seria aquele que se encontra junto a Pedro, a quem respeita, e que tem fé na Ressurreição de Jesus.

Quarta cena. Jesus o ressuscitado aparece aos seus discípulos às margens do mar de Tiberíades. Eles estavam na barca pescando e o “Discípulo Amado” é o primeiro em reconhecer Jesus (Jo.21,1-7).                                                                                                        Um discípulo amado por Jesus é aquele que sabe reconhece-lo presente na Ressurreição.

 

Quinta cena. Pedro pergunta a Jesus o que aconteceria com o “Discípulo Amado” Ele responde: “Se eu quero que ele permaneça até a minha vinda, o que te importa? Um discípulo amado por Jesus seria aquele que permanece fiel, que persevera até que Jesus volte.

Através da figura do “Discípulo Amado”, o Evangelho segundo São João parece descrever não só uma personagem histórica, mas também, além disso, um cristão ideal, aquele que:

– Tem familiaridade com Jesus e recebe suas confidências.

– Permanece junto à cruz do Crucificado e recebe Maria como sua própria mãe.

-Tem fé na ressurreição do Senhor e sabe reconhecer o Ressuscitado presente, permanecendo fiel até que Jesus volte.

O DISCÍPULO AFETIVO

A figura do “Discípulo Amado” evoca um tipo de relacionamento profundamente afetivo com o Senhor. Relacionamento de confiança, de entrega da própria vida nas mãos do Mestre e de comunhão de sentimentos. Não se trata, porém, de uma escolha arbitrária de Jesus, privilegiando uns, e marginalizando outros. Antes, foi João que se deixou amar por Jesus e soube corresponder ao amor que lhe fora oferecido. Todos os discípulos poderiam ter feito isso.

DISCÍPULO AMADO: O PRIVILEGIADO

Ser discípulo amado, de certa forma, depende do próprio discípulo, uma vez que o Mestre quer fazer morada no mais íntimo de cada um, de seus seguidores. Deixar-se amar por Jesus comportava deixar-se plasmar e transformar por ele. Por isso, muitos se recusaram! Ainda hoje devemos nos lembrar de que nós somos discípulos e devemos ser como João: Amar e ser amado. O afeto verdadeiro não tem diferença de sexos.

João, seu irmão Tiago e Pedro formavam o grupo predileto de Jesus. O três foram testemunhas da ressurreição da filha de Jairo (Mc.5,37), da transfiguração de Jesus no Tabor (Mc.9,2), de sua agonia em Getsêmani (Mc.14,33). Jesus teve tal predileção por João que este se assinalava a si mesmo como “o discípulo a quem Jesus amava”{Jo.13,23). João é o único que é fiel a Jesus até o último momento da Cruz. Enquanto os demais abandonaram o Senhor no momento da Paixão e morte, Judas o vendeu e Pedro o negou, João acompanhava Jesus, nos últimos dias de sua vida, para receber como prêmio que Maria fosse a sua mãe.

O EVANGELHO DE SÃO JOÃO

O Evangelho de João é diferente dos outros. Jesus é apresentado como a Verbo de Deus, que existia desde a eternidade com Deus e que se fez um ser humano, mostrando assim o amor e a verdade de Deus. O autor diz que o propósito do Evangelho é fazer com que os leitores creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e com que, por meio dessa fé, tenhamos vida {Jo.20,31).

O seu Evangelho tem duas partes: 1. Parte (cap. 1 a 11). Narra os milagres ou sinais que Jesus realizou, mostrando assim a sua condição divina. 2. Parte (cap. 1 a 21). Narra a ligação que existe entre Jesus e seus seguidores, e narra também os ensinamentos que ele nos deixou.

 

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Exercício de imaginação • Texto João 1, 35-42

“No dia seguinte, João estava outra vez, ali com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passar, disse: Aí está o Cordeiro de Deus! Quando os dois discípulos de João viram isso, saíram seguindo

Jesus. Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou: O que vocês estão procurando?

Eles perguntaram: Rabi onde é que o Senhor mora? Venham ver!

Diz Jesus.

Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido.

A primeira coisa que André fez foi procurar seu irmão Simão e dizer a ele: achamos o Messias, que quer dizer Cristo. Então André levou o seu irmão a Jesus. Jesus olhou para Simão e disse: Você é Simão, filho de João, mas de agora em diante o seu nome será Cefas, que quer dizer pedra”.

PISTAS PARA A MEDITAÇÃO

– Como você entende o desejo de amar e ser amado?

-Antes que você amasse a Deus, ele te amou!

– Como é o teu relacionamento afetivo com Jesus!

– Que sentimentos te sugere “permanecer” com Jesus?

– Quando você pode ser o “discípulo amado” por Jesus?

– Você para crer ou crê para ver?

– Você pôs condições para o seguimento de Cristo?

– Você respeita as pessoas de mais idade?

– Como você reconhece a presença de Jesus vivo na tua vida?

– Que lugar ocupa Maria na tua vida espiritual?

– Você relata aos outros a experiência íntima que teve com Jesus?

CONCLUINDO A ORAÇÃO

– Os que desejarem, podem fazer uma BREVE ORAÇÃO em voz alta.

– Os que desejarem podem elevar a Deus uma BREVE jaculatória.

BENCÃO E DESPEDIDA

– Reza-se: Orando com Santo Agostinho.

– Formando um círculo, de mãos dadas, reza-se o PAI-NOSSO.

– O sacerdote dá a bênção.

ORANDO COM SANTO AGOSTINHO

Deixa no entanto

Que eu fale

Diante de sua misericórdia.

Eu que sou pó e cinza.

Deixa-me falar,

Já que à tua misericórdia me dirijo,

E não a um homem

Pronto a esquecer de mim.

Que pretendo dizer, Senhor meu Deus,

Senão que não sei

De onde vim para cá

Para esta vida mortal?

Não sei, mas fui escolhido

Pelas consolações

Da tua misericórdia;

Assim me disseram meus pais:

De um me tiraste

E de outro me formaste no tempo;

Eu de fato não me lembro…

Porque de ti, ó Deus,

Me vem todos os bens,

E de meu Deus,

Toda a minha salvação.

 

INTRODUÇÃO

As Oficinas deste ano intitulam-se “É o Senhor”, e têm como ícone a figura do “discípulo”, cujo retrato nós analisamos na Oficina anterior, especialmente, quando João está reclinado no peito de Jesus. Agostinho observa que o discípulo João não é o único amado, mas que todos os apóstolos eram amados por Jesus.:

“O que quer dizer, aquele que Jesus amava? Pois, soa como se não amasse os outros, acerca dos quais o próprio João afirma anteriormente: ‘Amou-os até o fim’. E o mesmo Senhor: ‘Ninguém tem maios amor do que aquele que dá a vida pelos amigos’.” 

CARACTERISTICAS DO PRIMEIRO ENCONTRO COM JESUS

Os primeiros passos que se dão no encontro com Jesus, permanecem como paradigma para os discípulos de todos os tempos, começaram o seu caminho de discipulado através de um “encontro pessoal” com Jesus.

Um dado significativo, que anotamos para começar, é que, enquanto os outros três Evangelhos descrevem o chamado dos discípulos de uma maneira breve e concisa, entorno do significado do imperativo “segue-me” – nos chamados relatos vocacionais-, o Evangelho de São João prefere descrever com todo o seu colorido, a maneira como começa a tecer, a profunda relação entre o Mestre e seus discípulos, mostrando-nos outro ângulo mais profundo

Santo Agostinho reflete sobre a vocação cristã e será um grande inovador, já que para ele existe uma vocação essencial ou troncal, que é a vocação de seguir Cristo. Agostinho distancia-se da opinião comum da época, que a santidade era para os cristãos perfeitos, porém, ele apresenta o conceito de vocação universal à santidade para todos: perfeitos e imperfeitos, santos e pecadores.

“Como é que lhe responde o seu louvor? Quando lhe dão graças os chamados por ele. Ele chama e nós respondemos: não com a voz, mas com a fé; não com a língua, mas com a vida”.

COMO É O ENCONTRO COM JESUS

Se pudéssemos sintetizar em poucas palavras, como é o encontro com Jesus, diríamos que ele é: PESSOAL, ORIGINAL, INTENSO, SIGNIFICATIVO, TRANSFORMADOR, PROVOCADOR DE NOVOS ENCONTROS.

O Evangelho de João descreve-nos uma série de cenas para provar a autenticidade dos referidos adjetivos. Essas cenas estão encadeadas entre si, e se desenvolvem de forma crescente, de tal forma que a identidade de Jesus vai aparecendo cada vez mais clara, e a percepção dos discípulos adquire maior profundidade.

OS DOIS DISCÍPULOS

Quem eram esses dois discípulos? Um era André, (Jo.1,35-42); o outro é inominado, podendo ser João, pois, pode ser identificado com o “outro discípulo” e “o discípulo a quem Jesus amava”.

Os discípulos de João Batista não duvidaram, mas escutaram a mensagem (Eis o Cordeiro de Deus), e reconheceram a verdade. Saíram em busca de Jesus. Não ficaram presos a João Batista. Jesus os acolheu, mas antes perguntou-lhes o que procuravam. Não os prendeu, não os forçou, apenas fez com que eles tomassem consciência do que desejavam os seus corações. Somente depois foi que Jesus os chamou.

Nós também precisamos ter consciência do que buscamos, a quem buscamos e do que desejamos. Eles foram por livre e espontânea vontade. Diante disso, nós também não podemos forçar ninguém a nos seguir, simplesmente, fazer o que nós queremos. Assim como Jesus mudou o nome de Pedro por Cefas, também poderá mudar o nosso nome, nos redimensionar, nos reestruturar, nos transformar. Ele poderá mudar nossa mentalidade e nosso espírito a fim de que estejamos ajustados ao Plano de Deus, na edificação do seu Reino. Jesus sabe quem somos, sabe para o que viemos ao mundo e é o Espírito Santo quem nos revela tudo isso. Só ele conhece qual o propósito do Pai ao nos criar e tem poder para, em qualquer momento da nossa vida, fazer as mudanças e transformações de que precisamos.

Agostinho dirá que é no silêncio e a oração que nós encontraremos a Jesus: “É difícil ver a Cristo em meio à multidão. Certa solidão faz-se necessária ao nosso espírito. Deus é visto por certa solidão da atenção. A multidão faz barulho, mas tal visão requer um recesso”

A EXPERIÊNCIA DO DISCÍPULO

O seguimento de Cristo na vida cristã não é algo que se possa improvisar, nem um movimento espontâneo. Uma resposta ao chamado de Jesus requer uma experiência, de chegar a tocar de perto a pessoa de Cristo. De outro modo, o seguimento de Cristo se converte em algo convencional, rotineiro e trivial. Por isso, foram ver onde Jesus morava, tendo passado toda aquela em companhia dele.

“QUE PROCURAIS” {Jo. 1,38)

No processo do seguimento de Cristo, ele é que tem a iniciativa. “Não fostes vos que me escolhestes, fui eu vos escolhi”. Por isso, Jesus volta-se para os dois discípulos e lhes diz: “Que procurais”.

Os dois discípulos estão em busca de algo. São buscadores, porém, nem sempre está claro de quê. São homens que não ficam paralisados, mas que empreendem um caminho: o de Jesus. As primeiras palavras de Jesus,

no 4º Evangelho, são uma pergunta que ele dirige a todos os que estão dispostos a segui-lo “Que procurais?”

Essa pergunta aponta para a necessidade básica do homem, que o faz voltar-se a Deus, através de seu Filho que é caminho e verdade …

Santo Agostinho observa um detalhe: aquele seguimento que começavam os dois discípulos era uma primeira aproximação, era uma primeira experiência para conhecer Jesus. De acordo, com o pensamento de Agostinho, seria uma primeira etapa da vocação deles, em que conheceram Jesus e aprofundaram na experiência que tiveram dele, para que, mais tarde, chegassem a um segundo movimento de compromisso.

“Entre esses dois, com efeito, André ora, André era irmão de Pedro e, pelo Evangelho sabemos que da barca o Senhor chamou Pedro e André, dizendo: ‘Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens (Mt.4,19). E daí em diante, aderiramse já a ele para não retroceder. Com relação a que agora o sigam de imediato aqueles dois, não é que o seguissem como para não retroceder, mas quiseram ver onde ele morava”

A BUSCA DE AGOSTINHO

A busca de Agostinho não é apenas uma atitude, mas também um compromisso. Não é só uma atitude, isto é, não é só uma declaração de intenções, pois, hoje há diversas pessoas que se dizem “buscadores” de Deus, mas que fizeram dessa busca uma forma de viver, de colecionar experiências, sem jamais chegar a comprometer-se com coisa alguma, nem com ninguém. Vivem atrás de sensações e de experiências, A busca de Agostinho tem um fim: o encontro com Deus. Tal encontro é um mistério insondável, porque da primeira busca acontece outra. É como um círculo virtuoso, em que encontramos a Deus, para continuar buscando-o com maior ardor.

“Se podemos encontrar a Deus, procurando-o, por que se diz: ‘Buscai sempre sua face, será que, uma vez encontrado, deve-se continuar a busca? Com efeito, é assim que as realidades incompreensíveis devem ser procuradas …. É, pois, procurado para que sua descoberta seja mais oratificante, e é encontrado para que sua procura seja feita com mais avidez”.

EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO

Modo de imaginação. Texto: João 1, 35-42 

“No dia seguinte, João estava outra vez, ali com dois dos seus discípulos. Quando viu Jesus passar, disse: está o Cordeiro de Deus/ Quando os dois discípulos de João viram isso, saíram seguindo Jesus, Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou: O que vocês estão procurando?                                        Eles perguntaram: Rabi onde é que o Senhor mora? Venham ver!                                                                              Diz Jesus.                                                                                                                                                                                 Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido.                                                                               A primeira coisa que André fez foi procurar seu irmão Simão e dizer a ele: achamos o Messias, que quer dizer Cristo.                                                                                                                                                                                        Então André levou o seu irmão a Jesus. Jesus olhou para Simão e disse: Você é Simão, filho de João, mas de agora em diante o seu nome será Cefas, que quer dizer pedra”.

PISTAS PARA A MEDITAÇÃO

– Você tem o sentimento de ser amado por Deus igual que os outros?

-Você gosta de “encontrar” no meio da multidão ou pessoalmente?

– Pensa se você se transforma quando tem um encontro com o Senhor.

– Pode-se seguir Jesus sem conhecê-lo?

-Você segue Jesus por coação e livremente?

– Você acredita que se segue Jesus, poderá transformá-lo?

– Em que momentos e onde você tem “experiência” do Senhor?

– Quando seguimos Jesus o que procuramos? Que ele faça os nossos desejos?

– André foi comunicar a Pedro a busca do Messias: Você faz o mesmo.

– Como você entende o pensamento de Santo Agostinho, que diz que depois de encontrar Jesus, é preciso encontrá-lo mais ainda?

CONCLUINDO ORAÇÃO

– Os que desejaram, podem fazer uma BREVE ORAÇÃO em voz alta.

– Os que desejarem, podem elevar a Deus uma BREVE JACULATÓRIA

BENÇÃO E DESPEDIDA

– Reza-se: Orando com Santo Agostinho

– O sacerdote dá a Bênção

ORANDO COM SANTO AGOSTINHO

“Ouve, Senhor a minha prece

para que minha alma,

não desfalcas sob o peso da tua lei,

não esmoreça em confessar

os atos de misericórdia

que me arrancaram

de péssimos caminhos;

para que sejas, para mim,

mais atraente do que

todas as seduções que eu seguia,

e assim eu te ame tão intensamente

e te segurei a mão

com todas as forças da minha alma,

e me livres de toda

a tentação até o fim,

Senhor, tu és o meu Rei e o meu Deus.

que para o teu serviço

se consagre tudo o que é útil

eu aprendi de criança:

para ti minha capacidade de falar,

escrever, ler e contar.

Pois, quando eu aprendi coisas inúteis,

tu me disciplinaste

e me perdoaste o pecado

do prazer inútil

que nelas eu encontrava.

É verdade que com elas

aprendi muitas coisas úteis,

mas estas podem ser aprendidas

também em matérias não frívolas:

este seria o caminho mais seguro

a ser percorrido pelas crianças.

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